Mortalidade por pneumonia bacteriana no Brasil: tendências, desigualdades e efeitos da COVID-19, 2015–2024
Palavras-chave:
Pneumonia, Mortalidade, Estudos de Séries Temporais, COVID-19, EpidemiologiaResumo
O objetivo deste estudo foi analisar a mortalidade por pneumonia bacteriana não classificada em outra parte no Brasil entre 2015 e 2024, considerando tendências temporais, padrões sociodemográficos, desigualdades regionais e efeitos da pandemia de covid-19. Estudo ecológico de série temporal com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade. Foram calculadas taxas brutas, específicas e padronizadas por idade. A tendência foi estimada por regressão log-linear; diferenças entre sexos, por regressão binomial negativa; e o período pandêmico, por série temporal interrompida e modelo ARIMA ajustado a 2015–2019. Foram registrados 160.949 óbitos, com aumento de 161,26% entre 2015 e 2024. A mortalidade concentrou-se em idosos, sobretudo com 80 anos ou mais. As taxas padronizadas aumentaram 7,80% ao ano (IC95%: 4,95–10,72), com maiores valores no Sudeste e Centro-Oeste. Houve desaceleração da tendência durante a pandemia, porém excesso de mortalidade a partir de 2021. A mortalidade apresentou crescimento sustentado, em contexto de envelhecimento populacional e desigualdades regionais. As projeções até 2030 indicam manutenção em patamar elevado, mas devem ser interpretadas como cenários exploratórios e condicionais.
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